161 - novembro / 2026

Um chamado à Igreja brasileira para ouvir o silêncio e o sofrimento da Coreia do Norte

Coreia do Norte: um grito silencioso que precisa chegar aos ouvidos da igreja brasilieira

Enquanto o mundo acompanha os mísseis, a Igreja precisa enxergar as almas

Existe um país no mundo onde possuir uma Bíblia pode representar um risco de vida. Onde reunir-se para orar pode significar prisão, tortura ou até mesmo a morte. Onde milhões de pessoas vivem sem liberdade para conhecer, ouvir ou professar publicamente a fé em Jesus Cristo. Esse país é a Coreia do Norte.

Enquanto a Igreja brasileira desfruta de liberdade para realizar cultos, organizar congressos, promover campanhas evangelísticas, publicar mensagens nas redes sociais e proclamar o Evangelho nas ruas, existem cristãos em outras partes do mundo que precisam esconder sua fé para sobreviver.

E talvez uma das perguntas mais importantes que precisamos fazer seja: Será que estamos utilizando nossa liberdade para interceder por aqueles que não possuem liberdade para professar sua fé?

As notícias recentes sobre a Coreia do Norte continuam preocupantes. Em 27 de outubro de 2026, um representante do Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas declarou que a situação dos direitos humanos no país não apresentou melhorias na última década e que, em aspectos importantes, houve uma deterioração significativa. Entre as preocupações estão o aumento das execuções, os campos de prisioneiros políticos, as restrições à liberdade de movimento e as dificuldades de acesso à alimentação e aos serviços de saúde. Além disso, em 31 de outubro de 2026, a imprensa estatal norte-coreana anunciou novos testes de armamentos, incluindo uma ogiva de bombas de fragmentação destinada a mísseis balísticos táticos. O país continua investindo em seu poderio militar em meio a uma situação humanitária extremamente delicada.

Segundo informações divulgadas pelas Nações Unidas em agosto de 2026, aproximadamente 10,7 milhões de pessoas, mais de 40% da população, enfrentam desnutrição. Crianças e mulheres estão entre os grupos mais vulneráveis.

São notícias que deveriam despertar nossa atenção, mas, acima de tudo, deveriam despertar nossa intercessão.

Curiosidades

  • Relatórios da Comissão dos Estados Unidos sobre Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF) indicam que a liberdade religiosa no país praticamente inexiste. A prática cristã independente é tratada como uma ameaça ao regime, e pessoas identificadas com atividades religiosas podem sofrer prisões, trabalhos forçados, tortura e até execução. Não estamos falando apenas de números ou estatísticas. Estamos falando de pessoas!

Motivos de Oração

  • Ore pelos cristãos perseguidos. Peça a Deus que fortaleça aqueles que vivem sua fé em segredo. Que tenham coragem, sabedoria, proteção e perseverança diante das ameaças e perseguições.
  • Ore pelas famílias e pelas crianças. Clame pelas crianças que crescem em meio à fome, à repressão e à ausência de liberdade. Ore para que encontrem oportunidades de conhecer o amor de Deus.
  • Ore pelos missionários e pelas pessoas que trabalham secretamente para levar o Evangelho. Existem pessoas e organizações comprometidas com o trabalho de apoio aos norte-coreanos, especialmente entre refugiados. Ore por proteção, sabedoria, portas abertas e oportunidades para que a Palavra de Deus alcance aqueles que ainda não a conhecem.
  • Ore pelos governantes e pelas autoridades do país. Peça a Deus que transforme corações, que haja abertura para a liberdade religiosa, respeito à dignidade humana e mudanças que tragam paz ao povo norte-coreano.
  • Ore para que o Evangelho alcance toda a nação. Que Deus abra portas que hoje parecem impossíveis. Que a mensagem da cruz alcance casas, famílias, cidades e comunidades. Que um dia os norte-coreanos possam adorar a Jesus Cristo livremente.
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